Segunda-feira, Agosto 04, 2008
Fim...
Não por falta de motivos de interesse mas por falta de disposição para a partilha.
Como experiência, foi bom.
Apesar da idade gosto de experimentar coisas novas.
E gostei de fazer parte, durante um curto espaço de tempo, da atmosfera bloguista.
Até sempre.
Segunda-feira, Março 19, 2007
Gosto de animais, duma maneira geral, mas adoro gatos!
Repugnam-me animais sem pêlo mas sou incapaz de os maltratar.
Agora, gatos! Não sei explicar esta minha paixão.
Talvez porque são macios, sedosos, limpíssimos e muito, muito senhores do seu nariz. Vêm até nós porque e quando querem e não quando nós queremos.
Se os mimamos de mais, eles desprezam-nos.
Se os quisermos domesticar, eles mordem-nos.
Eles é que sabem o que querem fazer e para onde querem ir.
São teimosos quanto baste, curiosos que chegue e brincalhões até dizer chega!
Uma caixa,fechada, esconde tesouros por explorar.
Um papel, um novelo de lã serve de brincadeira durante horas.
São amantes do sol e duma cama fofa. Quando bate a preguiça, não estão para ninguém.
Eu tenho dois. E mais teria, se pudesse. Dão-me cabo da paciência, das mãos e da bolsa. No entanto, adoro-os! Fazem parte da família e têm direito a representação em fotografias e
desenhos.
São os meus artefactos anti-stress.
Depois de um dia de trabalho ao chegar em casa não tenho abanar de caudas nem lambidelas. Mas poderei ter, na melhor das hipóteses, um abrir de olhos e uma cheiradela de reconhecimento. Já me dou por feliz! Não sou pessoa de extravasar emoções...
Terça-feira, Dezembro 26, 2006
O fenómeno do Natal
O Natal já passou. Quer dizer, o dia de Natal já passou, a época festiva ainda continua. Este ano, foi ainda mais flagrante que no ano passado. Se calhar devo estar a tornar-me mais madura (ou não), mas a verdade é que este ano o espírito natalício não veio ter comigo. Lembro-me em pequena de fazer a árvore de Natal, cheirar as fitas e as bolas coloridas e pendurá-las e cheirá-las e sentir-me profundamente bem e feliz. Lembro-me de esperar solenemente pelo momento em que rasgava os embrulhos e o coração pulava do peito, com alegria. Lembro-me de suspirar por esta época e de contar os diazinhos todos para comer chocolates e chocolatinhos e aletria e rabanadas…
Este ano, apesar de ter feito tudo o que fiz nos outros anos, não me senti no Natal. Talvez isto tenha uma explicação, ou mais que uma. O fenómeno do Natal está cada vez tão terrível. Pessoas e mais pessoas aos empurrões nas ruas, à procura de prendas para todas as pessoas. Pensamentos como: “A filha da senhora Joaquina deu-me uma prenda, vou dar-lhe uma também..xii não me acredito! Tenho que comprar uma prenda para a prima da minha amiga Júlia que me desejou um bom natal e deu-me uma caixa de mon cheri…” assaltam a mente menos consumista do mundo. A verdade, e não é novidade nenhuma, é que se usa a temática do Natal (paz, alegria e amor) para demonstrá-la num só sentido: prendas, prendas, prendas, prendas. É essa a palavra de ordem. É triste, mas é assim que funciona. Vai desde as tradicionais meias com raquetes, canecas com o pai natal, até às menos convencionais como um esmaga – alhos. E depois há sempre aquela situação em que uma pessoa não se fala durante o ano, e depois pimbas! Toma lá uma prenda que hoje é Natal! E o pensamento: “Nunca pensei que a fulaninha de tal se lembrasse de mim! Estou comovida! Toma lá uma prenda também!” E aqui temos os dois lemas do Natal: “ Se Recebeu uma prenda, a seguir dê duas!” e “O Natal é a altura melhor para oferecer prendas a pessoas inimigas porque estão emocionalmente-mais-frágeis-e-depois-chovem-mais-prendas-e-ficamos-pseudo-amigos-nem-
que-desejemos-que-apanhe-um-virose-quase-letal-por-trás”.
Claro que toda a gente gosta de receber prendas, quem não gosta? Mas a importância atribuída a estas coisinhas que nesta época se oferecem, não deveria de ser maior que aquilo que fazemos ao longo do ano, e que fazemos ao longo do ano às pessoas que presenteamos. O tal amor, a tal paz e a alegria deveriam estar a um nível muito superior, e cada vez mais se está com as pessoas só porque no Natal deve ser assim. Ora deixemo-nos disto…só quero um Natal com a magia de antigamente, e não o fenómeno consumista que se tornou. Um desabafo.
Domingo, Dezembro 03, 2006
O que eu gosto
E de cheirar os pescocinhos.
De quem amo...
Gosto de roupa macia,
E do cabelo acabado de lavar.
Gosto do sol do Inverno,
E do cheiro do café.
Acabado de fazer…
Gosto de observar…
De ler pensamentos.
Gosto de gatos,
E de camas feitas de lavado.
Gosto do sabor dos domingos,
E de um bom vinho.
Tinto…
Gosto de chocolate,
E de uma boa conversa.
Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Horas
A vida escorre inexoravelmente…
Numa sequência lenta, repetida, rotineira.
O relógio passa as horas e estas são iguais às do dia anterior, não deixando distinção entre um e outro.

O que quebra esta rotina?
O que faz com que o fugir não seja a solução?

Talvez o viver a vida através de outros olhos, escutando sonhos alheios, pedindo emprestados os sorrisos.

Vive-se as vidas dos protagonistas dos filmes, das personagens dos livros.
Vive-se os sonhos dos filhos… Pede-se o sorriso aos amigos…
Acelera-se na auto-estrada levando a vida ao limite.
Ouve-se a música que se gosta uma e outra vez (“outa vez?”). Esvazia-se a mente de pensamentos na (vã) tentativa de atingir o nirvana.
E quando eu morrer não terei deixado nada para ser lembrado por ninguém…
Não escrevi um livro (como cheguei a pensar…), não plantei uma árvore. Tive filhos (definitivamente a minha melhor obra…). E eles lembrar-se-ão?... Irão recordar os meus sonhos? Os meus sorrisos? A minha vida?
O relógio continua a passar as horas. E esta hora, sei, será igual à de amanhã, que por sua vez será igual à do dia seguinte…
Quinta-feira, Outubro 19, 2006
A minha gata...
Tão fofa que ela é!
Não é branca.
Mas também não é cinzenta...
Mas é branca e cinzenta.
Gosta de dormir na manta azul.
Gosta de festas na barriga.
Gosta de ver os pássaros...
Gosta de beijinhos.
Gosta de crianças.
Detesta mulheres estranhas.
Detesta que a acordem.
Adora o sol.
Detesta que a escovem.


Segunda-feira, Outubro 02, 2006
O Outono parte dois


Ainda não comi castanhas...
Ainda não acendi a lareira...
Mas começou a época das compotas!!!!







